Os seres fantásticos em Harry Potter

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“Há séculos a definição de “animal” tem causado controvérsia. Os lobizomens passam a maior parte do tempo sob a  forma humana (seja a de bruxo ou a de trouxa). Uma vez por mês, no entanto, eles se transformam em animais […]quadrúpedes[…] sem consciência humana. Os hábitos dos centauros não são humanos: eles habitam lugares isolados, recusam roupas e preferem viver longe dos bruxos e trouxas, embora tenham inteligência igual a ambos. Os trasgos revelam uma aparência humanoide, caminham eretos, podem aprender algumas palavras simples, mas são menos inteligentes […] e não possuem poderes mágicos propriamente ditos, exceto sua força prodigiosa e sobrenatural.Perguntamos então: qual dessas criaturas é um ser – ou seja, uma criatura digna de direitos legais e voz no governo do mundo mágico – e qual é um animal? (ROWLING, 2002)”

 

O trecho acima retirado do livro “Animais fantásticos e onde habitam”exemplifica alguns dos seres existentes na obra da autora inglesa, J.K. Rowling. O universo criado demonstra os aspectos físicos e sociais que aparecem na saga Harry Potter. O corpo e os hábitos dos seres os colocam em uma determinada estrutura social. As corporalidades audiovisuais, as semelhanças e diferenças com os seres humanos os aproximam ou os afastam de uma sociedade criada. O corpo e os hábitos dos seres os colocam em uma determinada estrutura social. Fisicamente, o bruxo é semelhantes aos seres humanos, com a diferença de conhecimento mágico e poderes. Os lobizomens são humanos que se transformam em uma criatura, em uma espécie de lobo. Já os trasgos e os centauros possuem características humanoides. O próprio ser humano é tratado pelos bruxos com o nome de “trouxa”, possui uma identidade cultural e visual no mundo bruxo.

Por meio da obra de J.K. Rowling podemos observar as diferentes corporalidades audiovisuais que nos são apresentadas na ficção. As figuras, dos bruxos, dos lobizomens, dos trasgos e dos centauros demonstram a forma diferenciada com que os seres são apresentados, seja por meio de suas habilidades, seja por meio do próprio corpo.

 

ROWLING, J. K. Animais fantásticos e onde habitam. Rio de janeiro, Ed. Rocco, 2002

 

Texto: Thamiriz Amado

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