Cadáveres eletrônicos e a ressimbolização da morte em seriados televisivos (2007)

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Autoras: Nísia Martins do Rosário e Martina Eva Fischer.

Apresentam-se aqui reflexões preliminares acerca das configurações que alguns textos audiovisuais mostram de cadáveres eletrônicos – isto é, as representações em som e imagem de corpos mortos – e, nessa via, se tem a pretensão de examinar o processo de simbolização da morte midiática. A intenção do presente artigo, portanto, é propor uma reflexão a respeito de como a mídia trata uma das questões mais profundas e inquietantes com que o homem tem de lidar. Defende-se a idéia de que a exposição de cadáveres eletrônicos, especialmente em determinados seriados televisivos contemporâneos como CSI: Crime Scene Investigation, está agenciando uma ressimbolização da morte, tornando-a de certa forma mais icônica, menos assustadora na sua essência e, portanto, mais palatável e, ao mesmo tempo, banalizável.

Palavras-chave: televisão; semiótica; morte; cadáver eletrônico.

Publicado na Revista Fronteira (UNISINOS), v. IX, p. 45-52, 2007